As 7 perguntas Capitais: Entrevista com a tatuadora Akemi Araújo

Meninas, modéstia à parte, as 7 perguntas capitais estão cada vez melhores. Hoje, nossa convidada é a tattoo-artist Akemi, única artista mulher do Led’s, um dos estúdios mais top de tatuagens e piercing de Sampa. E que mulher! Gata, moderna e super talentosa, Akemi se dispôs a dividir conosco a sua visão sobre lingerie, sedução e, claro, tatoos.

1. A indústria de body art é essencialmente masculina. Rola muito preconceito? Como você lida com isso?

Rola preconceito sim e acho inclusive que o meio da tattoo é extremamente machista. Acho que as mulheres chegaram depois dos homens nessa área e os homens se sentiram meio intimidados com isso. Pra mulher lidar com esse tipo de problema, só tendo muita atitude, cabeça feita e confiança no seu trabalho. Eu  trabalho com vários homens e sou respeitada. Me olham de igual pra igual hoje em dia, mas até eu conseguir esse espaço não foi fácil,  aprendi a absorver coisas boas disso. Aprender a lidar com eles, entender a cabeça e isso inclusive ajuda no relacionamento.

2. Você tem várias tatuagens espalhadas pelo corpo, isso faz diferença na hora de escolher a lingerie?

Faz diferença sim, pois eu sempre escolho lingeries básicas ou rendadas, sem estampa e no máximo com duas cores pra não ficar com um visual “poluído”. Adoro lingerie preta.

3. Na sua opinião, tatuagem e lingerie têm algo em comum? É o corpo da mulher que valoriza a tattoo e a lingerie, ou são tattoo e lingerie que devem valorizar a mulher?

Eu acho que os dois são adornos do corpo e os dois são poderosas armas de sedução sendo bem usados. Mas também não adianta colocar uma tattoo e uma lingerie maravilhosa num corpo horrível. Acho que os dois tem que ser bonitos em conjunto, ai sim fica incrível. Eu acho que a mulherada tem que ter bom senso neh.

4. Você já deve ter feito algumas, se não muitas, pin-ups. Que tipo de lingerie os clientes escolhem para imprimir na pele?

Todo tipo pin ups. Inclusive eu tatuo direto, cinta-ligas e corseletes em meninas. Acho lindo e sexy esse tipo de tattoo! A cantora pitty tem uma linda na coxa.

5. Mulheres com muitas tatuagens são vistas de forma diferente pelos homens? Isso é bom?

Acho que tem de tudo. No meu caso eu não sinto muito isso, pelo fato de ser tatuada há anos. Sinto que a maioria dos homens, mesmo que não gostem de tattoos, tem fetiche por mulheres muito tatuadas. Já levei muita cantada de empresários e homens que não tinham a ver com meu meio.

6. Que lingerie você nunca usaria e por quê?

Eu não gosto de dizer que nunca farei mas… Fantasias tipo mamãe noel e coelhinha. Tem uma sex shop do lado do meu trabalho, e as vezes passo na frente com meus amigos. A galera sempre dá risada e zoa. Acho que homem gosta da mulher sensual e linda, sem cair no ridículo.

7. Se uma marca de lingerie fetiche, tipo couro-látex, quisesse usar a sua imagem em uma campanha dominatrix, o que você diria? Até onde iria com as fotos?

Eu faria numa boa, adoro fotografar, já fiz campanha publicitária e eu sempre incorporo o personagem. É fantástico isso. Adoraria interpretar uma dominatrix e não iria além disso não. Eu sou mais gueixa do que dominadora. Encararia isso como um trabalho apenas.

Gostaram da entrevista? Nas bancas tem mais, Akemi está na Maxim do mês de abril. Parabéns gata, você merece!

7 Respostas to “As 7 perguntas Capitais: Entrevista com a tatuadora Akemi Araújo”

  1. Amanda Says:

    amei essa entrevista, quero tatuar com ela assiim q possivel!!!!!!

  2. Dobreak Says:

    Massa, gostei da entrevista, quando for em sampa vou procurar a Akemi pra tatuar meu braço, abraço.

  3. Adorei as 7 perguntas capitais e a estrevistada hoje, Akemi, ela é um bom exemplo de com lidar hoje na sociedade sendo “diferente” da maioria e impor seu espaço.

    Parabéns, beijos.

    Beka.

  4. lika ripilika Says:

    demais esta entrevista. tb tenho as minhas tatoo’s, sinto o preconceito mais com mulheres…algumas dizem…vc tem tatooo::::que coragem…

  5. adoreiiiiiiiiiiiii!! bjoooooooooo

  6. PS- no caso das cantadas de “empresários e pessoas que não tem nada a ver com o meio (da tattoo)”, acontece mesmo, mas infelizmente vejo mais como preconceito e falta de respeito (do que como fetiche), como se alguns desses homens vissem mulheres muito tatuadas como sinônimo de “vadias”, o que, em suas mentes, lhes dá o direito de tentar as dispensáveis cantadas.

  7. Muito legal a enrtevista com a Akemi. Também sou tatuadora e concordo com várias coisas que ela disse.
    Parabéns pelo blog, tá lindo!

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