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As 7 perguntas Capitais: Picnic Vitoriano

Posted in 7 perguntas capitais with tags , , , , , , on 03/06/2010 by Nana en Lingerie

Pela primeira vez nas sete perguntas capitais, teremos várias mulheres entrevistadas de uma só vez. são as organizadoras do Picnic Vitoriano Anual de Curitiba. Trata-se de uma confraternização onde a primeira regra é vestir, não só as roupas, como o próprio espírito vitoriano.

1. Como surgiu a ideia do picnic? Como fizeram para atrair tanta gente e garantir que todos literalmente vestissem a camisa?

Somos um grupo de admiradoras de espartilhos e nossas primeiras reuniões eram conhecidas como “Encontros de Corsets”. Não satisfeitas com esses pequenos encontros, resolvemos trabalhar na realização de um evento de maior porte, e assim nasceu o 1º Picnic Vitoriano & Século XVIII, inspirado no trabalho da Viona Ielegems na Europa. Não esperávamos receber cerca de 50 pessoas a rigor, fizemos uma boa divulgação entre a rede de amigos e insistimos bastante na regra inicial que era que todos fossem, à medida do possível, vestidos e/ou inspirados em trajes de época.

2. Os figurinos dos convidados são impressionantes! Queremos dicas: de onde saíram esses espartilhos?????

Grande parte deles foram confeccionados pelas costureiras Giovana e Ilça, que também participaram do evento.

3. E por baixo de tanto pano, você também adotaram a lingerie da época?

Algumas adotaram o uso de calçolas, bloomers, anáguas e crinolinas, que assim como o corset, em grande parte desses trajes são essenciais para dar forma à silhueta dessa época.

4. Que peças Vitorianas são fetiche na opinião de vocês?

O corset com certeza é a peça de maior valor erótico. Mas bloomers e garters também completam perfeitamente.

5. Aliás, na Era Vitoriana as mulheres usavam inúmeras peças íntimas, e segundo alguns, o próprio ato de despir-se já era afrodisíaco suficiente. Os homens de hoje, quando vêem vocês vestidas alla Vitoriana, também se sentem atraídos?

Só o fato de quebrar a rotina de vestimenta diária já um ponto forte a favor de estimular a atração, além do fato de usar essas peças valorizam as curvas femininas que os homens tanto cultuam e depois é como uma dança dos sete véus para tirar todas essas peças.

6. A sexualidade na Era Vitoriana era bastante ambígua. Por um lado, as mulheres mal podiam mostrar as pernas, até pianos eram cobertos por saiotes para não atentar ao pudor. Por outro lado tanto na literatura quanto na arte há muitas alusões eróticas. O que vocês têm a dizer a respeito?

Pelo fato de não mostrar o corpo da mulher, mas insinuar com decotes e curvas e adornos era algo inspirador, instigante, mexia com a imaginação de escritores e poetas. Ao contrário de hoje que todos já viram tudo, não há muito que imaginar e fantasiar. E também a questão de “pudor” estava mais nas aparências que a elite demonstrava, pois traições, bigamia, etc eram comuns. Quanto mais poder o homem tinha mais ele faria o que quisesse.

7. Tem alguma peça do vestuário vitoriano que pode ser usada em um ‘look’ contemporâneo?

A moda virou uma reciclagem há umas boas estações, então, atualmente é possível adaptar muitas e muitas peças de modas passadas para a atual, isso depende muito do estilo e da criatividade da pessoa que vai vestir.

Para quem quiser mais detalhes:

COMUNIDADE NO ORKUT: www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99689931
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Lingerie Punk, fina e pontiaguda

Posted in Papo Calcinha, Uncategorized with tags , , , , , , on 19/03/2010 by Nana en Lingerie

Quem gosta da night de São Paulo não pode deixar de conhecer o Bar Secreto (Pinheiros); tão secreto que não se pode fotografar. O lugar, além de ser muito bem decorado; com uma mistura de pinturas antigas, candelabros, e outros detalhes mais pop como bolas espelhadas de discoteca; têm uma programação super eclética, incluindo desde noites de “Love Songs” e “Disco” até gritos de carnaval e shows do Massacration. Enfim, é um dos QGs da galerinha hype de Sampa.

Estava lá outro dia, bebericando um delicioso Apple Martini, quando vejo uma garota usando um corset preto, meia arrastão e um short curtíssimo. É claro que não se tratava de uma lingerie toda rendada, porque algo assim, no Secreto, seria visto como over, brega, too much. Ao contrário, ela fez uma produção que puxava um pouco para o burlesque e outro pouco para o punk.

Algumas mulheres, as mais românticas, pensam em lingerie como uma forma de realçar sua feminilidade, e talvez achem que lingerie punk se resume a peças de látex baratas expostas em vitrines de sex shop. Se esse é o seu caso, vou provar que é possível ser punk só de lingerie, sem pecar pelo mau gosto.

Veja a marca inglesa Agent Provocateur, criada pelo filho da estilista inglesa Vivienne Westwood, mãe do punk fashion style inglês. É, provavelmente, o label de lingerie fina mais transgressor do momento. Quando Kate Moss ainda era a garota propaganda da marca, a imagem e lifestyle da top ajudaram a criar campanhas emblemáticas.

Hoje, o contrato de Kate já terminou, mas a Agent Provocateur continua a surpreender com pelo menos uma ou duas novidades “dark” por coleção. É o caso do famoso Corset Heloise que não é só punk, é quase uma arma branca , com preçinho de matar: 4.900 $!!!