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CATFIGHT: Dita Von Teese vs Bettie Page

Posted in Catfight with tags , , , , , , , , , on 01/06/2010 by Nana en Lingerie

Quando criei a categoria catfight no blog, achei que seria difícil escrever um post onde eu realmente fosse expressar uma opinião categórica. Ingenuidade minha.

Bettie Page apareceu no cenário americano há décadas. Nascida no Tenessee, Bettie começou a carreira de modelo totalmente por acaso. Aos 27 anos, quando ainda datilografista, estabeleceu amizade com um fotógrafo amador. Daí pra frente, passou a posar para vários artistas. Aparecia de biquíni, de lingerie, nua, e até mesmo interpretando cenas de sadomasoquismo.

Com formas voluptuosas, franja rock-and-roll, e sorriso malicioso, Bettie tornou-se uma das pin-ups mais importantes dos anos 50. Fez fotos sofisticadas, filmes eróticos e atuou como parte importante do imaginário popular que levou à revolução sexual da década de 60. Embora nem todos se lembrem dela, Bettie foi e continua sendo um ícone pop, influência fundamental para muitas celebridades atuais como, por exemplo, a cantora Katie Perry, ou a dançarina Dita Von Teese.

Perdi as contas do número de vezes em que me pediram para escrever sobre a Dita. Desde o dia em que criei esse blog, quero escrever sobre ela. Mas não podia ser qualquer post. Afinal de contas, nos dias de hoje, poucas conseguem incorporar melhor fetiche e sedução só de lingerie como Dita Von Teese.

Dita é hoje a maior estrela burlesque existente. Para quem não sabe, o burlesque nasceu nos Estados Unidos, baseado em espetáculos franceses de cabaret, na arte do strip-tease antigo, na estética holywoodiana dos anos 30, 40 e 50, com tempero classic rock-and-roll. Dentro do burlesque, a Dita fez nome. Criou um espaço próprio com performances que são marcas registradas, como o número do Martini, onde aparece inteiramente vestida, tira  a roupa devagarinho para depois mergulhar em uma taça gigante onde usa uma azeitona cheia d’água para tomar banho.

Não é segredo nenhum que a Dita viu, gostou e certamente estudou a vida da Bettie Page. Era loira e tingiu-se de morena. Assim como Bettie, também cuida do seu próprio make e acompanha de perto a criação de seus figurinos. Mas Dita não é uma cópia. Ela é única. E como disse no princípio, neste catfight, tomo posição clara. Empate técnico. Tanto Bettie como Dita são, para mim, mulheres admiráveis. Não acham?

As 7 perguntas Capitais: Entrevista com a tatuadora Akemi Araújo

Posted in 7 perguntas capitais with tags , , , , , on 09/04/2010 by Nana en Lingerie

Meninas, modéstia à parte, as 7 perguntas capitais estão cada vez melhores. Hoje, nossa convidada é a tattoo-artist Akemi, única artista mulher do Led’s, um dos estúdios mais top de tatuagens e piercing de Sampa. E que mulher! Gata, moderna e super talentosa, Akemi se dispôs a dividir conosco a sua visão sobre lingerie, sedução e, claro, tatoos.

1. A indústria de body art é essencialmente masculina. Rola muito preconceito? Como você lida com isso?

Rola preconceito sim e acho inclusive que o meio da tattoo é extremamente machista. Acho que as mulheres chegaram depois dos homens nessa área e os homens se sentiram meio intimidados com isso. Pra mulher lidar com esse tipo de problema, só tendo muita atitude, cabeça feita e confiança no seu trabalho. Eu  trabalho com vários homens e sou respeitada. Me olham de igual pra igual hoje em dia, mas até eu conseguir esse espaço não foi fácil,  aprendi a absorver coisas boas disso. Aprender a lidar com eles, entender a cabeça e isso inclusive ajuda no relacionamento.

2. Você tem várias tatuagens espalhadas pelo corpo, isso faz diferença na hora de escolher a lingerie?

Faz diferença sim, pois eu sempre escolho lingeries básicas ou rendadas, sem estampa e no máximo com duas cores pra não ficar com um visual “poluído”. Adoro lingerie preta.

3. Na sua opinião, tatuagem e lingerie têm algo em comum? É o corpo da mulher que valoriza a tattoo e a lingerie, ou são tattoo e lingerie que devem valorizar a mulher?

Eu acho que os dois são adornos do corpo e os dois são poderosas armas de sedução sendo bem usados. Mas também não adianta colocar uma tattoo e uma lingerie maravilhosa num corpo horrível. Acho que os dois tem que ser bonitos em conjunto, ai sim fica incrível. Eu acho que a mulherada tem que ter bom senso neh.

4. Você já deve ter feito algumas, se não muitas, pin-ups. Que tipo de lingerie os clientes escolhem para imprimir na pele?

Todo tipo pin ups. Inclusive eu tatuo direto, cinta-ligas e corseletes em meninas. Acho lindo e sexy esse tipo de tattoo! A cantora pitty tem uma linda na coxa.

5. Mulheres com muitas tatuagens são vistas de forma diferente pelos homens? Isso é bom?

Acho que tem de tudo. No meu caso eu não sinto muito isso, pelo fato de ser tatuada há anos. Sinto que a maioria dos homens, mesmo que não gostem de tattoos, tem fetiche por mulheres muito tatuadas. Já levei muita cantada de empresários e homens que não tinham a ver com meu meio.

6. Que lingerie você nunca usaria e por quê?

Eu não gosto de dizer que nunca farei mas… Fantasias tipo mamãe noel e coelhinha. Tem uma sex shop do lado do meu trabalho, e as vezes passo na frente com meus amigos. A galera sempre dá risada e zoa. Acho que homem gosta da mulher sensual e linda, sem cair no ridículo.

7. Se uma marca de lingerie fetiche, tipo couro-látex, quisesse usar a sua imagem em uma campanha dominatrix, o que você diria? Até onde iria com as fotos?

Eu faria numa boa, adoro fotografar, já fiz campanha publicitária e eu sempre incorporo o personagem. É fantástico isso. Adoraria interpretar uma dominatrix e não iria além disso não. Eu sou mais gueixa do que dominadora. Encararia isso como um trabalho apenas.

Gostaram da entrevista? Nas bancas tem mais, Akemi está na Maxim do mês de abril. Parabéns gata, você merece!

Faltava às Amazonas um bom sutiã esportivo

Posted in Papo Calcinha, Resenhas with tags , , , , , , , , on 06/04/2010 by Nana en Lingerie

Eu moro em Sampa há anos, mas ainda me surpreendo.  Esse fds fui com uns amigos ao Willi Willie Bar Arquería, em Moema, onde presenciei uma situação cômica e um tanto quanto dolorosa.

Como diz o nome, além de uma cerveja, e um som ao vivo cover classical rock (que para ser honesta, é bastante mediano), o bar tem um espaço de tiro ao alvo com arco e flecha. Cheguei e fui logo fazer a filinha pra atirar. Sim é bem divertido e rola uma adrenalina legal depois que você pega o jeito. Mas já vou avisando:

1 – Não é tão fácil quanto parece,

2 – Melhor escutar as instruções.

Minha amiga, que ficou de paquerinha com um cara, perdeu uma parte crucial das dicas “deixe os braços flexionados e não aproxime demais o arco do tronco”. Pra que? Saiu com o braço vermelho, e um beliscão na lateral do peito.

Foi aí que lembrei das Amazonas, e concluí que esse fetiche masculino só existe porque os homens não conhecem bem a lenda. Diz que as Amazonas tinham um único seio, ou porque usavam tecidos bem justos para atrofiar o seio direito, ou porque literalmente praticavam auto-mutilação. Faziam isto para que o seio não atrapalhasse na hora de puxar a corda do arco.

Aliás, todas nós sabemos que na hora de praticar esportes, peito, às vezes, atrapalha. Sem falar dos descarados que não tiram os olhos do sobe-e-desce enquanto ralamos no estepe. Felizmente, hoje em dia, as marcas estão fabricando sutiãs com mais suporte, ideais para suar a camiseta na academia, ou para quem, como a minha amiga, pretende atirar flechas para todos os lados.

A Hope, por exemplo, tem um ótimo modelo para praticar esportes de impacto. As alças e laterais são largas, garantindo suporte até para as mais bem decotadas. O fecho também é, na minha opinião, de grande utilidade. Na maioria dos casos sutiãs esportivos não têm fecho, ora depois de uma boa hora malhando, ninguém quer ficar ofegante, suada e lutando para tirar o bendito sutiã.

O top Response da Adidas é outra boa opção. Além de boa sustentação graças às costas tipo nadador, o modelo é feito com tecido “climate” e telas furadinhas na frente e atrás. Absorve melhor o calor e não deixa manchas amareladas de suor. Como a Adidas, a Nike também desenvolveu tecidos do gênero, chamados “dry-fit”.

Outro detalhe importante são as costuras. Quando você sabe que vai se mexer bastante, lembre-se, costuras podem friccionar a pele e deixar vergões. Ao mesmo tempo, é imperativo que a costura ou a lycra seja de boa qualidade, ou você corre o risco de abrir a lateral do sutiã logo no primeiro soco que acertar no saco de boxe. A especialidade da Scala são lingeries sem costura. Esse modelo, em especial, tem uma outra vantagem, o fecho frontal traz os seios para frente e deixa o decote bem empinadinho.

Enfim, sinto pelas Amazonas. Se fossem mulheres do século 21, seriam guerreiras de corpo, alma e peitoS…

Meu primeiro sutiã

Posted in Papo Calcinha, Uncategorized with tags , , on 11/03/2010 by Nana en Lingerie

Talvez seja estranhou ou até mesmo inesperado, mas meu fetiche por lingerie começou bem antes da minha vida sexual. Ainda tenho o sutiã do meu primeiro conjunto realmente espetacular, conjunto que ganhei de presente ao completar 15 anos.

Quem me deu? Minha mãe! Vamos esclarecer uma coisa: minha mãe não é do tipo liberal que ensina a colocar camisinha. Mas era meu aniversário, eu tinha visto aquele conjunto e, para mim, um conjunto como aquele significava feminilidade. Minha mãe deve ter entendido o que passou pela minha cabeça e, como eu não planejava uma festa de debutantes, presentear-me com um conjunto de lingerie era provavelmente outra forma de marcar um momento importante, a transformação de uma menina em uma mulher.

Desde então, minha coleção aumentou consideravelmente.

Com esse blog então, promete ficar ainda mais diversificada…